Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Biografias

Diana Vinagre (violoncelo barroco e direcção) é natural de Braga, cidade onde concluiu o Curso Complementar de Violoncelo em 1998 no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, na classe de Paula Almeida. Prosseguiu os seus estudos na Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa, com Paulo Gaio Lima. Em 2003 completa a sua Licenciatura em Instrumentista de Orquestra e nessa temporada integra o naipe de violoncelos da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Em Setembro de 2004 ingressou no Conservatório Real de Haia no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação na classe de violoncelo barroco de Jaap ter Linden. Concluiu a Licenciatura em Fevereiro de 2006 e o Mestrado em Maio deste ano, com distinção. No ano lectivo 2006/7, foi detentora da bolsa de estudo para investigação ao nível do Mestrado, Honnours Programme, concedida pelos Conservatórios de Haia e de Amsterdão.

Rebecca Rosen (violoncelo barroco) iniciou o seu estudo de violoncelo aos nove anos de idade em Los Angeles. Em 2000, depois de ter terminado a sua licenciatura suma cum laude em teoria musical na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), começa a ter aulas de violoncelo barroco com Elisabeth LeGuin. Aprofunda o seu contacto com a música antiga através da participação intensiva em workshops em São Francisco, Boston e Amherst, onde participa em masterclasses com Phoebe Carrai e Sarah Cunningham.
Em 2002, obtém uma bolsa de estudo da Fundação Fullbright para estudar violoncelo barroco com Jaap ter Linden no Real Conservatório de Haia, na Holanda. Nesta instituição termina a licenciatura assim como o mestrado em música antiga.
Rebecca apresenta-se com ensembles de renome como Les Musiciens du Louvre, B’Rock, Capriccio Stravagante, New Dutch Academy, La Stravaganza Köln, La Scintilla (com Cecília Bartoli), Al Ayre Español e também com uma nova orquestra da qual é também co-fundadora, Collegium Musicum Den Haag.
Em Maio de 2008, apresen tou em concerto duas suites de J.S.Bach no concerto de abertura do Internationale Barockstage Festival em Melk, Áustria.
Desde que se dedica à prática do violoncelo histórico, tem colaborado com diversos ensembles: New Dutch Academy, Orchestra of The Age of Enlightenment, Orquestra do séc XVIII, B’Rock, Orquestra Barroca Divino Sospiro. Tocou sob a direcção de Enrico Onofri, Laurence Cummings, Mark Elder, Vladimir Jurowsky, Simon Murphy, Bartold Kuijken, Christina Pluhar, Elizabeth Wallfisch, Alfredo Bernardini, Rinaldo Alessandrini e Frans Bruggen, Lars Ulrik Mortensen, Chiara Banchini, Margaret Faultless, Alexis Kossenko.
Em 2007 integrou a Orquestra Barroca da União Europeia, realizando várias tournées europeias nas quais também se apresentou como solista. É violoncelista da Orquestra Barroca Divino Sospiro, sob a direcção de Enrico Onofri, orquestra residente no CCB.



Mechtild Karkow (violino barroco) estudou nas escolas superiores de Lübeck e de Zürich com Nora Chastain e na Escola Superior de Hannover com Ulf Schneider, onde se graduaou com distinção em 2005.
Tem vindo a trabalhar a interpretação historicamente informada e violino barroco com Monika Bauer, Anne Röhrig, John Holloway, Simon Standage e Anton Steck desde 2002. Desde 2006 frequenta uma pós-graduação em Música Antiga na Escola Superior de Frankfurt com Petra Müllejans.
Mechtild apresentou-se com vários grupos em diversos festivais: Internationale Händel-Festspiele Göttingen, Neues Forum für Alte Musik Zürich, York Ea rly Music Festival, Festival Seviqc Brežice and Festival International Echternach. Toca com grupos como La Scintilla, Hannoversche Hofkapelle, European Union Baroque Orchestra, Orchestra of the Age of Enlightenment, a Wallfisch Band e a Freiburger Barockorchester.
Foi a vencedora ex-aequo do Concurso Internacional de Violino Barroco Bonporti 2007, em Roveretto, Itália.



Kayo Saito (violino barroco) nasceu no Japão. Estudou teologia na Universidade Doshisha e violino na Academia de Orquestra de Toho.
Em 2002 ingressa no Conservatório Real de Haia, Holanda, terminando este ano o Mestrado, depois de ter já obtido a Licenciatura em Música Antiga, com orientação de Ryo Terakado, Kati Debretzeni e Elizabeth Wallfisch.
Kayo divide a sua actividade entre
o violino e a viola, tendo liderado o naipe das violas na Academia Europeia de Ambronay em 2005, sob direcção de William Christie. Liderou também o naipe dos violinos do Collegium Musicum Den Haag nos Festivais austríacos Brunnenthaler Konzertsommer em Brunnenthal e Italia Mia em Viena.
Colabora regularmente com grupos como Les Arts Florissants, New Dutch Academy, Les Inventions, Collegium Musicum Den Haag e De Swaen.




Raquel Massadas (viola barroca)completou a sua Licenciatura em Lisboa e continuou os seus estudos na Northwestern University em Chicago e em 2000 completou a sua pós-graduação no Royal College of Music em Londres sob a supervisão de Simon Rowland-Jones.
Trabalhou com a Orquestra Sinfónica da Malásia, Orquestra Gulbenkian e vários ensembles de música contemporânea.
Raquel começou os seus estudos de música antiga na Academia de Música de Lisboa com Richard Gwilt. Hoje em dia trabalha com vários ensembles e orquestras de música antiga, incluindo Wallfisch Band, Al Ayre Español, Concerto Köln e Orquestra Barroca de Freiburg.


Eduarda Melo iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. É licenciada em canto pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE) e fez parte do Estúdio de Ópera da Casa da Música do Porto. Durante a temporada 2007/2008 integrou o elenco de cantores residentes do prestigiado CNIPAL em Marseille. Recentemente foi galardoada com o 2º prémio do Concurso Internacional de Canto de Toulouse.

Em concerto destacam-se as interpretações do Requiem de Mozart, Stabat Mater de Poulenc, Giuditta de Francisco António de Almeida, Pulcinella de Stravinsky e O King de Berio.

Em ópera foi Musetta (La Bohéme) Festival de Saint-Céré; Stéphano (Romeo et Juliette) Opera de Marseille ; Giannetta (Elisir d’Amore) Opera de Nice; Frasquita (Carmen) Opera de Lille e Thêatre de Caen; Nadia (La Veuve Joyeuse) Festival Folies d’O Montpellier; Ruth (Paint Me/Luís Tinoco) Culturgest; Young Woman (The Saint of Bleecker Street/Menotti) e Vincenette (Mireille/Gounod) Opera de Marseille; Spinalba (Spinalba/F. A. de Almeida) e Ascanio ( Lo Frate Nnamorato/Pergolesi) CCB; Zemina (Die Feen/Wagner) Thêatre du Châtelet Paris; Vespina (L’Infedeltà Delusa/Haydn) Opera de Monte Carlo; Maria Luisa (La Belle de Cadix/Francis Lopez) Thêatre Comedia Paris; Cherubino (As Bodas de Fígaro) Teatroda Trindade Lisboa; Gismonda (Ottone) Casa da Música Porto; Papaguena (A Flauta Mágica); Elle (La voix Humaine) Casa da Música Porto; João Pestana e Fada do Orvalho (Casinha de Chocolate/ Humperdinck); Gaio e Galo (Raposinha Matreira/Janáček); Rainha (Bela Adormecida /Respighi) e Madame Robin (Le Fifre enchanté/Offenbach). Participou na estreia europeia de Drácula de David del Tredici (drama musical para soprano, narrador e ensemble) e com o papel de Vera, fez a estreia mundial da ópera de António Pinho Vargas A Little Madness in the Spring. Participou igualmente na estreia mundial das óperas A Montanha e Rapaz de Bronze de Nuno Côrte-Real no papel de Pastora e Rapaz de Bronze.

Foi dirigida por maestros como Marc Minkowski, Martin André, Jean-Claude

Casadesus, Cesário Costa, Manuel Ivo Cruz, Laurence Cummings, William Lacey, Jean-Sébastien Béreau, Stefan Ausbury, Franck Ollu, Jérémie Rhorer e Michael Zilm. Destacam-se como compromissos futuros, Despina (Così Fan Tutte) no Teatro Nacional de São Carlos, Primeira Dama (Die Zauberflöte) e Elvira (L’Italiana in Algeri) na Opera de Marseille.








Fernando Miguel Jalôto (Cravo) concluiu o Curso Complementar de Cravo no Conservatório de Música do Porto na classe de Maria de Lourdes Alves em 1998, Nesse mesmo ano ingressou no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos) onde completou a Licenciatura (2002) e o Master Degree (2005), sempre sob a orientação de Jacques Ogg. Frequentou Master-Classes com Ilton Wjuniski (Portugal e França) e estudou ainda órgão barroco e clavicórdio. Foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura. Em Setembro de 2006 concluiu o Mestrado em Performance Musical do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, com uma dissertação intitulada "Música de Câmara da 1ª metade do século XVIII nas fontes do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra - os Códices P-Cug MM62 e MM63".
Com o grupo La Speranza, dedicado à música vocal do século XVII, apresentou-se já em vários recitais na Áustria, Países Baixos e Portugal. Tocou sob a direcção de Jaap ter Linden, Elizabeth Wallfish, Ton Koopman, Christina Pluhar, Rinaldo Alessandrini e Alfredo bernardini. Com a Lyra Baroque Orchestra (Minnesota) e Real Escolania de S. Lourenço d’El Escorial, sob a direcção de Jacques Ogg, apresentou-se em concertos em Madrid, El Escorial e Burgos, gravando ainda para a editora Glossa Music (Espanha) o CD "António Soler: Vilancicos 1769". Tocou com a Orquestra da Radiotelevisão Norueguesa, sob a direcção de Roy Goodman, em Oslo e Drammen; sob a direcção de Cristophe Rousset, participou numa produção de duas óperas de Marc-Antoine Charpentier com a Académie Baroque Européenne de Ambronay/2004, tocando em alguns dos principais teatros de França e Espanha; desta produção resultou ainda uma participação num DVD dedicado a Charpentier editado pela Armide/ARTE (França) Recentemente (2006) apresentou-se em 3 concertos na Bélgica (Bruxelas e Antuérpia) com as Musikalische Exequien de Schütz, sob a direcção de Wim Becu.

Em Portugal deu diversos recitais a solo e de música de câmara, nomeadamente com o Ludovice Ensemble, do qual é um dos directores artísticos. Foi membro da Orquestra Barroca Divino Sospiro entre 2005 e 2007; com este agrupamento, e maioritariamente sob a direcção de Enrico Onofri, apresentou-se em numerosos concertos quer como continuísta quer como solista, nomeadamente nos Festivais de Île-de-France, Ambronay e La Folle Journée 2006 de Nantes (França); La Folle Journée au Japon 2006, de Tóquio (Japão); no Festival Internacional de Mafra, no Festival Internacional de Música de Leiria, nos Encontros de Música Antiga de Loulé, na Festa da Música 2006, em Ciclos de Concertos no Teatro Nacional de São Carlos, e em cinco residências no Centro Cultural de Belém








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